Análise a Ela, Eu e o Outro – Me, Myself and Irene
Dezembro 17, 2009 por: Diogo Pinto
Se já leram outras análises escritas por mim de certeza que já reparam num facto: comparo muitos comediantes a Jim Carrey, utilizando-o como um grande ponto de referência. Acho que as suas expressões características fazem rir qualquer pessoa, tais como as suas vozes hilariantes. Isto faz dele um actor de comédia por natureza. Como ele, para mim, não há igual (falo claro para comédias simples e para o comum visualizador de qualquer idade). Já nos tem vindo a habituar com excelentes obras de arte, mas uma das que mais gostei foi sem dúvida este filme: Ele, Eu e Outro.
Jim Carrey representa um polícia, Charlie, de uma simples cidade na América que viu o seu casamento fracassar. Charlie era conhecido por ser, perdoem-me a expressão, um panhonha completo: era ignorado, as pessoas abusavam da sua boa vontade, era enganado pela mulher e acabou por se divorciar desta; Charlie tinha até três gémeos negros, frutos das relações extra-conjugais da sua ex-mulher, que não duvidava que eram seus filhos. O acumular de todas estas pressões levou-o a formar uma segunda personalidade, Hank, que era o contrário de Charlie: extremamente atrevido, destemido e muito incosciente.
Hank começou então a fazer parte da vida de Charlie. Numa viagem onde tinha de levar uma suspeita de atropelamento a uma outra cidade, o polícia esquece-se de tomar a medicação, dando aso ao aparecimento de Hank. As duas personalidades em conjunto com a suspeita, Irene, acabam por se envolver em aventuras descomunais, hilariantes bem ao estilo de Jim Carrey.
A história deste filme é tudo menos vulgar. O humor puro que se pode aqui encontrar leva-nos a gargalhadas constantes: a integração das personagens ao longo do filme, a sua aparência física, as poses e caras de Jim Carrey, tudo peças que levam a completar uma grande obra arte da comédia convencional. Um filme que pode ser visto por toda a família, que com toda a certeza que irá proporcionar grandes momentos de diversão.
